O Ministério Público de Alagoas pode pedir indiciamento de Ana Cristina Pimentel da Silva, 42 anos, mãe da adolescente Eloá Cristina Pimentel, 15 anos, assassinada pelo ex-namorado Lindemberg Alves, 22, após 100 horas de seqüestro em Santo André (SP). O MP afirma que Ana Cristina ajudou o marido, o ex-policial militar Everaldo Pereira dos Santos, a fugir da polícia e a falsificar os documentos com os quais vivia em São Paulo, com o nome falso de Aldo Pimentel da Silva.
O MP quer saber ainda se Ana Cristina teve alguma participação na morte da primeira mulher de Everaldo, que foi assassinada em Maceió. Segundo a família da vítima, ela foi morta após descobrir o caso extraconjugal do marido com Ana Cristina, que estava grávida de Eloá. Everaldo Pereira dos Santos é fugitivo da Justiça de Alagoas desde 1993, depois que foi denunciado pela morte de Ricardo Lessa, então chefe da polícia civil alagoana e irmão do ex-governador Ronaldo Lessa. Ele teria ainda participado de pelo menos mais dois homicídios, incluindo a do pernambucano Celso Dias, da cidade de Palmares. Ele foi morto em Novo Lino (AL), na divisa com Pernambuco. Outras mortes que envolvem a atuação da "gangue fardada", grupo de extermínio formado por PMs que atuou nos anos 1990, estão sendo desarquivados. O ex-marido de Ana Cristina acusou Everaldo de ter seqüestrado o filho dele, primeiro filho de Ana Cristina e irmão mais velho de Eloá, quando fugiu de Alagoas. O homem, que é comerciante em Maceió, afirma que há 13 anos não vê o filho e a ex-mulher. O promotor Geraldo Amorim e o juiz Marcelo Tadeu são responsáveis pelo processo criminal contra Everaldo. Tadeu defende que o pai de Eloá só se entregue à Polícia Federal. Caso se entregue à Polícia Civil de Alagoas, diz ele, a chance de ser morto é de 70%, já que seria um arquivo vivo dos crimes praticados pela "gangue fardada". De acordo com o juiz, a maioria dos integrantes da gangue fardada foi morta por queima de arquivo. Neste sábado, Ana Cristina Pimentel da Silva falou pela primeira vez sobre a morte da filha. Ela contou que, antes do seqüestro, Eloá pediu ao pai que registrasse uma queixa na polícia por conta de agressões e ameaças de Lindemberg. Santos procurou Lindemberg para uma conversa e o rapaz disse que a família não deveria ir à polícia porque algumas coisas poderiam ser achadas em sua casa e isso iria prejudicá-lo e prometeu não mais agredir Eloá. Santos cedeu e não procurou a polícia para relatar as ameaças. Os pais de Eloá nunca ficaram sabendo o que Lindemberg quis dizer com coisas. A ligação entre Everaldo e Lindemberg está sendo investigada. A polícia suspeita que os dois fizessem parte de uma mesma quadrilha em Santo André.
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
PERITOS ESTIVERAM NO HOSPITAL DE SANTO ANDRÉ PARA RECOLHER AS BALAS RETIRADAS EM NECROPSIA DE ELOÁ
Nayara foi baleada no rosto, passou por cirurgia e deve receber alta médica amanhã. Eloá, que ficou cem horas mantida refém pelo ex-namorado, foi baleada na virilha e na cabeça e não resistiu aos ferimentos.
As duas meninas foram submetidas a cirurgia na sexta-feira, quando duas balas foram retiradas. O projétil que havia ficado alojado na cabeça de Eloá foi retirada ontem, durante necropsia.
Também ontem, o médico Vladimir Alves dos Reis, chefe do IML (Instituto Médico Legal de Santo André), disse que o laudo final sobre a morte de Eloá deve ficar pronto em 30 dias
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terça-feira, 21 de outubro de 2008
Pai de Eloá pode ser indiciado no mesmo processo de Lindemberg
O pai de Eloá Cristina Pimentel da Silva, Aldo José da Silva, pode ser indiciado no mesmo processo que acusa Lindemberg Fernandes Alves pela morte da jovem. A polícia desconfia que uma espingarda calibre 22 que estava no apartamento da família pertence a ele, que não teria porte de arma, segundo o promotor Antônio Nobre.
A espingarda estava enrolada em uma camiseta atrás de um armário. Também havia no local um saco de balas.
A polícia encontrou no apartamento da família uma espingarda que não pertence a Lindemberg. Há suspeita que a arma seja do pai de Eloá. Se ficar confirmado que ele não tem porte de arma, ele responderá a processo no mesmo inquérito que apura a morte da jovem por Lindemberg - disse o promotor Antônio Nobre.
De acordo com o delegado Luiz Carlos Santos, da seccional de Santo André, Alves chegou a manusear a arma e disparou um tiro com ela, que pegou no teto do apartamento. Como teve dificuldade, por não saber manusear a espingarda, ele acabou deixando a arma de lado. A jovem Eloá foi morta na última sexta-feira depois de ficar 100 horas em poder de Lindemberg.
A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de o inquérito ficar pronto na sexta-feira, em tempo recorde. A partir daí, o Ministério Público terá 5 dias para apresentar a denúncia. O promotor disse que vai acusar Lindemberg por homicídio qualificado contra Eloá, tentativa de assassinato contra a amiga dela, Nayara, e um policial, além de cárcere privado e porte ilegal de arma.
O promotor disse que não há suspeita sobre o trabalho da polícia, que tentou encontrar o melhor momento para invadir o apartamento. Mas ele afirmou que é preciso apurar o motivo que fez a amiga de Eloá, Nayara, a entrar novamente no apartamento. Para o promotor, Nayara, que negociou a saída dos dois rapazes no primeiro dia de seqüestro e dela própria, na terça, achava que tinha influência sobre Lindemberg.
A polícia encontrou no apartamento da família uma espingarda que não pertence a Lindemberg. Há suspeita que a arma seja do pai de Eloá. Se ficar confirmado que ele não tem porte de arma, ele responderá a processo no mesmo inquérito que apura a morte da jovem por Lindemberg - disse o promotor Antônio Nobre.
De acordo com o delegado Luiz Carlos Santos, da seccional de Santo André, Alves chegou a manusear a arma e disparou um tiro com ela, que pegou no teto do apartamento. Como teve dificuldade, por não saber manusear a espingarda, ele acabou deixando a arma de lado. A jovem Eloá foi morta na última sexta-feira depois de ficar 100 horas em poder de Lindemberg.
A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de o inquérito ficar pronto na sexta-feira, em tempo recorde. A partir daí, o Ministério Público terá 5 dias para apresentar a denúncia. O promotor disse que vai acusar Lindemberg por homicídio qualificado contra Eloá, tentativa de assassinato contra a amiga dela, Nayara, e um policial, além de cárcere privado e porte ilegal de arma.
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