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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

PAI DE ELOÁ PODE TER MATADO SUA PRIMEIRA MULHER

SÃO PAULO - Everaldo Pereira dos Santos, pai de Eloá Cristina Pimentel da Silva, é suspeito de mais um crime em Maceió: o assassinato da sua primeira esposa, Marta Vieira, em 1992, quando ainda era sargento da PM de Alagoas. O crime teria ocorrido porque a mulher descobriu um caso dele com a mãe de Eloá, Ana Cristina Pimentel, com quem ele fugiu para São Paulo, em 1993.
Everaldo usava em São Paulo um nome falso e é acusado de pelo menos três homicídios.
Foi descoberto após ter sua imagem divulgada na tevê, quando passou mal durante o seqüestro da filha e saiu numa maca.

O delegado adjunto da Polícia Civil de Alagoas, José Edson dos Santos, que chegou quarta a São Paulo, disse que ele estaria mais seguro preso do que em liberdade.

-
Ele tem informação que pode ajudar a solucionar outros casos, podem querer matá-lo
- disse o delegado.

Além da traição, Marta Vieira teria descoberto que o marido integrava um grupo de extermínio, conhecido como "gangue fardada". A acusação foi feita nesta quinta, na TV Record, pelas irmãs da vítima, Claudilene e Rita Vieira. O diretor geral da Polícia Civil de Alagoas, Marcílio Barenco, afirmou que vai investigar o caso.

Marta desapareceu em 1 de abril de 1992. A última vez que foi vista com vida, segunda as irmãs, foi na Praça Deodoro, no centro de Maceió, onde se encontrou com Everaldo. Seu corpo foi encontrado em um canavial 15 dias depois. Na época, Everaldo não foi indiciado.

Everaldo é acusado de participar em Alagoas da morte do delegado Ricardo Lessa, em 1991, executado junto com o segurança e motorista. O
pai de Eloá nega as acusações
e está foragido. O advogado dele, Ademar Gomes, afirma que
ele corre risco de vida e
não deve se entregar.

Está sendo estudada a possibilidade de Everaldo ser incluído nos programas de Proteção a Testemunhas e Delação Premiada.

O Globo

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Vizinhos sabiam que pai de Eloá tinha problemas em AL

Os vizinhos mais próximos do pai de Eloá Cristina Pimentel da Silva, Everaldo Pereira dos Santos, sabiam que ele tinha problemas com a Justiça de Alagoas. Segundo um vizinho, que não se identifica, o pai da garota chegou em 1994 em Santo André, com a mulher e os três filhos ainda pequenos. A família morou na casa do irmão de Everaldo no Jardim Santo André e depois em um barraco na rua Dominicanos, onde foi o construído o conjunto do CDHU, para onde se mudou no ano 2000. "Nós sabíamos que ele tinha um problema graúdo em Alagoas. Ele dizia que não poderia visitar a terra natal por nada nesse mundo.", disse o vizinho. Ele está com medo de Everaldo ser morto, caso seja preso. "É muito perigoso, por isso acho melhor ele fugir. Ele dizia que trabalhou para homens do poder e tentaram incriminá-lo e depois matá-lo." Nos 13 anos em que morou em Santo André, o pai de Eloá nunca arrumou qualquer tipo de confusão com vizinhos, segundo o amigo, que o descreve como tranqüilo. "Ele dizia que tinha pavor a trabalhar com políticos. Alguns familiares dele foram ameaçados de morte em Alagoas e precisaram se mudar." O amigo disse que não sabia da troca de nome de Everaldo e que este pensava que o crime já tinha prescrito, por causa do tempo.
por O Globo

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

PAI DE ELOÁ NEGA TER MATADO, MAS AFIRMA NÃO TER PARTICIPADO DO VELÓRIO COM MEDO DE SER PRESO

SÃO PAULO - Everaldo Pereira dos Santos, pai de Eloá Cristina Pimentel, negou nesta terça-feira que cometeu assassinatos e roubos. Foragido da polícia de Alagoas, Everaldo confessou que não participou do velório e do enterro da filha por medo de ser preso. Ao negar ter participado de homicídios, ele falou que a Polícia Civil de Alagoas está tramando contra ele, que é ex-policial militar no Estado. "Não sou ladrão, não", falou, chorando muito. As informações são do "O Estado de S. Paulo".

POLÍCIA DE ALAGOAS AFIRMA QUE PAI DE ELOÁ É FORAGIDO

Pai de Eloá passou mal no 1º dia do sequestro Everaldo afirmou que fazia a segurança de Ricardo Lessa, irmão do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), que foi assassinado pela "gangue de farda", da qual Everaldo é acusado de pertencer.
O pai de Eloá é conhecido em São Paulo como Aldo José da Silva. Everaldo afirmou que sabia que havia sido identificado em Maceió já no segundo dia de seqüestro da filha. Na segunda, ele teria ficado sabendo que as informações sobre seu passado vazaram para a polícia de São Paulo e, por isso, ele fugiu. Na semana passada, Everaldo, um irmão de Eloá e um parente da família procuraram o advogado Ademar Gomes, que faz sua defesa.
O crime ocorreu em 1991, no bairro de Bebedouro, em Maceió. Além do delegado, foi morto também seu motorista Antenor Carlota. O pai da menina estava se apresentando como Aldo José da Silva. A família de Eloá não comentou o assunto.
A Polícia Civil de São Paulo já teria recebido os mandados de prisão expedidos pela Justiça de Alogoas, no entanto, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) ainda não tem informações sobre o caso.
Everaldo Pereira residia em Maceió, mais precisamente na Rua São Félix, no bairro do Vergel do Lago, quando deixou a capital alagoana com a família e seguiram para o ABC paulista.